::Fiat Uno 1.6R & Brava HGT::

Publicado: fevereiro 6, 2009 em Uncategorized

“Amigo é o irmão que podemos escolher”. O dito popular é válido e apresenta perfeitamente a união entre os amigos Dennis e Daniel. Apaixonados por carros, principalmente os seus, estes amigos encontraram nas versões esportivas de dois ícones da italiana Fiat, formas de demonstrar zelo, cuidado, paixão e até algumas maluquices em seus automóveis. Dennis é proprietário de um Fiat Uno 1.6R e Daniel diverte-se com seu Fiat Brava HGT enquanto seu Uno CS’85 não fica pronto.

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Uno 1.6R ’93
Esportivo por natureza, a versão “R” dos Unos sempre impôs respeito nas rodas de conversas sobre esportivos nacionais. Mas falo de esportivos de verdade, não aqueles carros de série maquiados que vemos ultimamente. Pequeno na cilindrada e grande no desempenho, a versão 1.6R surgiu em ’89 em substituição à linhagem dos 1.5R e brigava diretamente com carros de maior cilindrada, já que, segundo renomadas revistas da época, afirmavam que o Uno não tinha concorrentes dentro de sua categoria. Também pudera. Equipado com um motor Sevel de quatro cilindros, 1.580cm3, oito válvulas, carburador de corpo duplo alimentado alcool, o Uno 1.6R era capaz de desenvolver originalmente 88cv @ 5.600Rpm com um torque de 13,7 @ 3.250Rpm, que apesar da potência comum e até inferior a alguns carros da classe à época, faziam com que os 868kg do Uno se deslocassem dos 0 a 100km/h em 10,9 segundos levando-o a 166km/h em poucos segundos. Hoje em dia as marcas são apenas satisfatórias, mas há 20 anos atrás eram temidas.

A verdade é que o tempo pesa para tudo e todos. Aquele carro que apavorava, hoje sofre até mesmo diante de carros de menor cilindrada (o feitiço virou contra o feiticeiro) e precisa de um revigoramento para não fazer feio e nem perder a compostura de “esportivo”. Adquirido a cerca de dois anos por Dennis, a versão mais completa do Uno 1.6R ’93, contando inclusive com ar condicionado e teto-solar, foi um presente de sua mãe. “Já há seis meses atrás de um esportivo nacional, meio que desanimado, um belo dia passo numa concessionária Fiat com um amigo (Flavio, proprietário de um Uno 1.6 16v Aspirado de arrancada) vejo um pontinho prata com a faixa lateral preta parado no posto de gasolina ao lado. De longe parecia ser bem conservado. Flavio e eu paramos e começamos a espiar o carro. Era um “R”, prata, ’93 completo. Fiquei apaixonado! Só faltava uma calotinha das rodas. Perguntei para o frentista de quem era o carro e ele respondeu que era de um senhor que trabalhava na concessionária. Ai sim fiquei mais empolgado ainda!” – conta Dennis sem esconder sua excitação diante daquele que viria a ser seu xodó. Após longo tempo de negociação, o Uno foi arrematado e deste dia em diante o 1.6R passara a receber o tratamento devido após mais de 15 anos de serviços prestados. A calotinha que faltava foi adquirida, um sistema quase que completo do teto solar está guardado caso o original dê problema, um coletor de escape dimensionado 4×1 está prestes a entrar em cena, foi adquirida uma grade dianteira original do Uno Turbo e um par de milhas originais estão devidamente guardados. “Pretendo colocar rodas de 6,5×15 polegadas do Marea Turbo ou do Coupé, pintar as faixas originais do ano dele e esteticamente vou deixá-lo o mais original possível. Já no interior um volante Momo (Daytona) e detalhes em fibra de carbono confeccionados por Daniel” – revela.

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Se externa e internamente o Uno 1.6R não vai receber muitas modificações, o motor já passou por algumas melhorias. Com um extenso trabalho de melhoria de fluxo, polimento, aplainamento, troca das válvulas de escape (passaram de 31 para 33mm) e retrabalho dos dutos, o cabeçote feito na AD Performance demonstra que não nasceu para ser stock, pois o carro ficou outro após o serviço e uma regulagem fina no carburador Weber TLDZ de corpo duplo. Os próximos passos são montar a parte de baixo do motor elevando a cilindrada para 1.900cm3 com pistões do motor 1.6 8v (Sevel), virabrequim do 1.6 16v (CorsaLunga) e acerto dos pinos das bielas, além de um par de Weber 40mm, radiador de óleo, disco nas quatro rodas utilizando o sistema do Marea Turbo e um sistema de escapamento completo em 2″ ou 2,5″ de diâmetro.

Brava HGT 1.8 16v ’00
Dentre os mais puristas, chamar um carro de quatro portas de “esportivo” chega a ser considerada uma heresia se comparado aos verdadeiros carros de sangue quente, mas a verdede é que hoje em dia até mesmo grandes stations e até mesmo jipões estão levando a alcunha sem qualquer demérito. Mas o que caracteriza um esportivo nos dias atuais? Um belo jogo de rodas diferenciado e aparatos estéticos não contam, pois isso é apenas maquiagem. Comparando-se o modelo-base com seus adversários, traça-se um plano de execução utilizando-se um motor de um modelo maior ou mesmo um jogo de turbina e acertos especiais. Foi exatamente isso que a Fiat fez ao criar o Brava HGT, tentando agradar consumidores insatisfeitos com a versão dotada de motor 1.6 16v e o que Daniel pretende re-fazer com seu distinto exemplar vermelho Córdoba.

Equipado com o mesmo motor empregado na versão SX do Fiat Marea e hostentando o mesmo desígnio do bravo Bravo (modelo de mesmo porte, mas de apenas duas portas) na Europa, a versão HGT do Brava conseguiu reunir em um mesmo carro o estilo arrojado e o temperamento dos modelos italianos. Contando com um motor de quatro cilindros, 1.747cm3 de deslocamento, 16 válvulas, capaz de gerar 132cv @ 6.500Rpm e contando com um torque de 16,7 @ 4.000Rpm, o desempenho do HGT é bastante superior ao de seus concorrentes diretos, acelerando de 0 a 100km/h em 9,5 segundos e atingindo uma velocidade máxima de 200km/h, o modelo não escapou dos planos de modificações de Daniel. Após um pequeno defeito e incentivado por ele, Daniel partiu para uma preparação aspirada em seu exemplar ano 2000, preparando seu cabeçote multiválvulas em fluxo, dutos, polimento e aplainamento, Daniel aproveitou o coletor de escape dimensionado e re-fez o escape apenas com um silenciador intermediário e um final. Instalou ainda um filtro de ar K&N inbox e estima que a potência esteja em torno de 150cv, mas lamenta não conseguir extrair ainda mais potência e dar um acerto fino na injeção pois o sistema ECU Hitachi não permite alterações de parâmetros além dos originais. “Vou acabar trocando a injeção por uma programável, só não sei se antes ou depois da troca de motor”.

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A suspensão agora conta com o uso de molas esportivas JJ Especiais e barra estabilizadora do Coupé para reduzir o rolling em curvas e baixar o centro de gravidade, além de agregar mais visual ao já belo conjunto do HGT. A idéia agora é encontrar um motor Fivetech 2.4L, mas Daniel espera mesmo é que surja um V6 de 24 válvulas da Alfa Romeo para que ele possa hospedá-lo no cofre de seu HGT. Em breve o carro deverá ganhar a tonalidade vermelho Modena com rodas SpeedLine do Stilo Abarth de 7,0×17″ pintadas em grafite, além da remoção do banco traseiro e amarração da carroceria com o uso de barras anti-torção no interior. Por trabalhar na confecção de peças e acabamentos em fibra de carbono, Daniel planeja ainda revestir alguns detalhes e fazer outros acabamentos com o nobre material, tornando seu Brava HGT ainda mais especial.

Photoshot
Em um belo dia de sol e com uma locação adequada à beleza dos dois exemplares, os amigos resolveram fazer uma sessão de fotos de seus carros. Nas fotos de Gabriel Monteiro Gomes, o Keko, é possível observar o ótimo estado de conservação de ambos os exemplares e seus detalhes. Numa bela mansão à beira do Lago Paranoá, sob o belo céu de Brasília, os amigos passaram o dia por conta de seus carros. Para eles, um prazer.

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Daniel ainda possui um Uno CS 1.5 ’85 o qual esta passando por um longo e minucioso processo de revitalização e personalização, que em breve ganhará diversos acessórios especiais confeccionados por ele em fibra de carbono e provavelmente receberá o motor do HGT, quando este receber o V6 24v. Daniel até que gostaria de adaptar o motor de cinco cilindros do Marea, mas o espaço no cofre não é suficiente e como o carro não será apenas para exposição, cortes e soldas para adaptação não agradam.

Já Dennis busca a saída mais racional. “Estou com planos futuros de comprar um outro carro pro dia-a-dia. Quem sabe um Mille Economy!” – diz atestando sua paixão pelo modelo de maior sucesso da montadora italiana no país.

Abraços!

comentários
  1. Charles disse:

    Muito boa a materia….Parabens….sou fa do 1.6R

  2. Márlon disse:

    Tô doido pra ver o uno do Daniel pronto. Aff!!!

  3. Daniel disse:

    Muito boa a matéria!Excelente Rafael, parabéns!

  4. Pedro Adami disse:

    Show de bola os carros. Tenho saudade da época do Uno R, Gol GTi, Kadett GSi… de longe se via que era um esportivo. Hoje em dias nossas novas versões “esportivas” não são tão esportivas assim. O acabamento, detalhes e motorização dos antigos de destacam perante as versões de entrada.

  5. Anonymous disse:

    Pennis paga pau.

  6. dede disse:

    esse teto solar é original do carro ou vc mandou colocar?
    pq tenho um uno 1.6r tmb só q ele não tem teto solar!
    valw

    diogo_cm_08@hotmail.com

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