::Chevrolet Camaro RS ’69::

Publicado: fevereiro 11, 2009 em Uncategorized

Mito, clássico, ícone ou sonho de consumo. Pouco importa a denominação. A verdade é que a “moda” de personalização de carros antigos chegou com força total e diversos projetos, alguns sendo totalmente reconstruidos, fazem até mesmo engenheiros das montadoras pararem para admirar o resultado final de verdadeiras “obras de arte sobre rodas”. De certo que os novos materiais e tecnologias ajudam bastante se comparados com bases de 30, 40 anos atrás, mas ainda assim, a paixão pelo antigo renasce a cada dia… sempre com uma pitadinha de modernidade, claro!

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Uma dessas jóias antigas que permeia os sonhos de muitos marmanjos é um dos maiores ícones dos Pony Cars: o Chevrolet Camaro. Produzido pela Chevrolet com suas vendas iniciadas em 1965, nasceu para afrontar diretamente com o Ford Mustang e fez sucesso. Utilizando a plataforma “F-body”, disponível sempre com duas portas e formato 2+2, coupé ou conversível, o Camaro rapidamente tornou-se um ícone de performance, esportividade e sucesso entre as “moçoilas” naqueles tempos de gasolina barata. Um grande gama de motores era disponibilizada para escolha e partia do seis cilindros em linha de 302″, até o médio V8 396″ na primeira geração.

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Com novos equipamentos, novas idéias de concepção e contrução, além da ampla tecnologia, atualizar um clássico tornou-se mais fácil e tudo isso permite que possamos atualizar nossos sonhos. Foi o que fez o Ryan Barichello deste Chevrolet Camaro RS ’69. Com a base definida iniciou-se um longo processo de revitalização do exemplar que foi completamente “re-feito”. O motor agora é um V8 LS1 de 346″ preparado meticulosamente com retentores de titânio, molas duplas para as válvulas de admissão e escape, admissão dos motores LS6, radiador Ron Davis com duas ventoínhas, admissão com tubos de 3″ com tratamento cerâmico e filtro de ar K&N. O escapamento foi confeccionado com tubos de 2,5″ com abafadores Magnaflow e ponteiras de 3″ e também recebeu tratamento cerâmico. Os cabos de vela agora são Taylor de 8mm e a responsável por suprir o fornecimento de combustível é uma bomba Walbro instalada num tanque de combustível confeccionado em aço inox. Para evitar um grande deslocamento do motor na baia, os coxins agora são de poliuretano da Energy Suspension instalados em suportes S&P próprios para os motores LS1. O proprietário esperou 400cv, mas no dinamometro veio a surpresa: 450cv e uma velocidade máxima de 225km/h sobre os rolos.

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Toda a potência é transferida às rodas por meio de um câmbio T56 de seis marchas vindo de um Camaro 2002. A alavanca de câmbio é uma Hurst Billet Plus. A embreagem de cerâmica é uma Spec Stage III e o diferencial é um GM 3,73 que fica num nível intermediário entre potência e torque, oferecendo ao condutor uma “inquieta paz”. Como um bom Pro-Touring que se preze, este carro foi pensado nos mínimos detalhes e teve seu sub-chassi dianteiro completamente substituído. O sistema de direção hidráulica veio completamento de um Camaro da 3ª geração enquanto o conjunto de suspensão é da norte-americana SpeedTech, contando com braços superiores e inferiores da suspensão dianteira em aço tubular, coilovers QA1 na dianteira, amortecedores Edelbrock na traseira, barras anti-torção superior dianteira e inferior traseira amarram a estrutura do Camaro. Os freios dianteiros são SpeedTech C5 com discos de 13″ perfurados e slotados na dianteira com pinças de 8″, enquanto que na traseira um kit de freio a disco Bäer ajuda a segurar o RS. Quem sofre mesmo são os enormes pneus BFGoodrich G-Force de medidas 245/40-18″ na dianteira montados em rodas American Racing Tork-Thrust II polidas de medidas 8×18″ enquanto que na traseira estão rodas de medidas 10×18″ montadas com largos pneus 275/40-17″ que derretem ao asfalto a qualquer força extra no pedal.

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Utilizando a pintura tri-coat True Candy Red com base prata e faixas pretas no estilo da versão Z/28, Ryan optou por utilizar também lanternas traseiras, repetidores de setas e setas dianteiras da Marquez Desing confeccionadas em alumínio billet. Os pára-choques foram pintados na cor da carroceira e perderam o cromo, atualizando o clássico. Internamente estão os bancos em concha dianteiros APC forrados com couro negro perfurado, enquanto o traseiro permaneceu original, apenas sendo forrado no mesmo padrão do original. O painel de instrumentos foi completamente re-projetado e agora hostenta um conta-giros e um velocímetro de AutoMeter de 5″, ladeados por manômetros de temperatura da água, nível de combustível, voltagem e pressão do óleo. O volante é um Sparco Lap5 com centro polido adaptado utilizando um cubo Momo. As pedaleiras são em alumínio da Modo Innovations e os forros de porta tiveram de ser comprados novos pois os originais não serviam mais nem mesmo para reforma. Apesar de contar com um borbulhante V8 sob o capô, um equipamento sonoro básico foi instalado, mas serve apenas para distrair o proprietário. O carro conta ainda com lâmpadas de xenônio de 6.000k instaladas em faróis de lente lisa.

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Um carro único, que se depender dos adeptos do Pro-Touring, há de ganhar diversas outras facetas que ajudam ainda mais a imortalizar a imagem deste clássico.

Abraços!

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