::Mazda MX-5 Miata LS1::

Publicado: abril 26, 2009 em Uncategorized

A criatividade é um dom e assim sendo, algumas pessoas desenvolvem mais amplamente este dom do que outras. Desta forma, um blog relacionados a carros personalizados falar sobre “criatividade” já não é de se esperar que coisa simples venha por aí, não é?! Pois bem… os criativos vão entender.

Estudante de Engenharia Mecânica na Geórgia Tech, em Atlanta/EUA, e apaixonado por carros, Nathan Summer é aficcionado por carros desde seus oito anos de idade, mas só conseguiu adquirir seu primeiro carro aos vinte quando, indeciso entre a compra de um BMW E30 e um Mazda Miata, optou pelo roadster nipônico por achar que seria mais viável que as BMWs mais antigas. “This was before I decided to replace the entire drivetrain with a 2002 one…hahaha”. De fato o preço da “brincadeira” não é dos mais acessíveis, mas não chega a ser abusivo desde que boa parte possa ser feita em casa, como ocorreu com este exeplar, onde Nathan arregaçou as mangas e desvendou os mistérios do “engine swap”.

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Como dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, segundo as leis da física, o primeiro passo foi a completa desmontagem do motor 1.8L 16v Turbo e a adaptação de suportes do novo motor, bem como a funilaria e pintura completa do modelo que foi re-pintado na cor Merlot (originalmente era prata). O carro já contava com uma gaiola de proteção (roll-cage) de seis pontos da Hard Dog e um par de bancos em concha Momo Start fixo com cintos de seis pontas G-Force, além de algumas partes internas personalizadas pelo proprietário anterior. Nesta fase foi instalado ainda um aerofólio da linha R-Package e o Miata retornou para a garagem de Nathan para a principal parte do projeto: O motor.

Um novo suporte foi desenvolvido para a fixação da unidade motora com emendas soldadas, assim como o suporte para o novo diferencial que foram instalados sem grandes dificuldades. Toda a estrutura inferior do MX-5 foi reforçada com o uso de barras e suportes especiais para travar ainda mais a carroceira, evitando-se assim torções e inclinações indesejáveis. O kit desenvolvido engloba (além do suporte do motor e suporte do câmbio): barras longitudinais de reforço do monobloco e suporte do diferencial. O motor é uma unidade de oito cilindros em “V” de 5,7L de deslocamento removida de um Camaro Z28 2002 denominada LS1 que receberia algumas melhorias com o passar dos tempos para que este Miata ficasse ainda melhor.

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Com o motor LS1 devidamente preso e instalado, hora de começar a colocação das peças agragadas. Coletor de escape sob medida para montar um 8×2 com tubos de 2,5″ apenas com um abafador final Magnaflow. Para a admissão, Nathan adquiriu um filtro de ar K&N a ser instalado logo à frente da roda dianteira esquerda numa caixa especial para não captar detritos vindos do pneu. Como o carro não seria sobrealimentado, foram utilizadas mangueiras de borracha e canos de 2,5″ que levam ao coletor de admissão. Todos os sensores de pressão e temperatura tiveram que ser adaptados e Nathan fez isso de maneira que ficassem menos aparente para colaborar com a limpeza e beleza do cofre. O radiador teve de ser encomendado pois o anterior não se adaptaria ao LS1. Confeccionado pela RPC Inc. de medidas 24.5x16x3 com ventoinha de 16″, o novo radiador supre bem todas as necessidades de refrigeração do LS1 no apertado cofre do Miata.

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Afim de evitar a musculação da perna esquerda tendo que lidar com uma embreagem pesada, foi instalado um kit de embreagem hidráulica. O câmbio é um T56 de seis marchas enquanto o diferencial utlizado é um Ford 8,8 em alumínio derivado de uma Ford Explorer 2002. Toda a parte elétrica teve de ser revisada para a adequação ao novo conjunto de motor/câmbio/diferencial e recebeu um velocímetro digital Cyberdine Speedo instalado no lugar do original e contrasta diretamente com o conta-giros de fundo branco. Além de informar a velocidade, o novo manômetro é capaz de medir aceleração de 0 a 100km/h, 1/4 de milha, velocidade máxima e outras funções. Como o sistema de alimentação do Miata não seria capaz de suprir a “sede” do V8, Nathan precisou rever todo a linha e seus acessórios. A bomba de combustível agora é uma Walbro 255 enquanto o filtro de combustível e o dosador são do Corvette ’99. Todas as mangueiras da linha de combustível agora são em aeroquip, bem como os conectores em alumínio.

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O Miata já contava com ótimos conjuntos de suspensão e freios mesmo antes do swap. Coilovers Öhlins PCV com regulagem de retorno e compressão por meio de um parafuso instalado na parte superior, pelo lado externo da torre e rosca para ajuste de altura do conjunto. Os discos de freios são do kit BBK da Wilwood com pastilhas da Porterfield R4S e nos dias de Track-Days as pastilhas são substituidas pelas Wilwood. As linhas de freios foram re-montadas com aço inox no lugar das tradicionais em cobre. As rodas adotadas são as Kosei K1 TS de medidas 7×15″ com pneus Hankook RS2’s de medidas 225/45 na dianteira e 225/50 na traseira.

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Apesar de contar com mais quatro cilindros além dos originais, a distribuição de peso do Miata beirou a perfeição com 52,3% do peso total do carro à dianteira (longitudinalmente) e 51% à direita (transversalmente). O LS1 desenvolvia originalmente 305cv, mas com alguns ajustes e um acerto mais fino na injeção vieram 328cv. Em testes, percorreu 402m em 11,5 segundos e acelerou de 0 a 96km/h em apenas 4,75 segundos medidos com uso do sistema de dados Traqmate.

Ao fim das contas o carro tornou-se uma verdadeira víbora. A aceleração é brutal, as curvas são contornadas com facilidade dado a baixa altura de rodagem e baixo centro de gravidade característico aos Miatas, além de ser puro. Este MX-5 abdicou de diversos ítens tecnológicos para ser tornar um devorador de pistas, não contando com ABS, controle de tração, controle de estabilidade, ar-condicionado ou quaisquer outras ajudas eletrônicas que possam facilitar a vida do condutor. “Its a blast to drive, abet a bit ‘rough on the edges’. Its akin to a mini-viper in its nature; raw power with little compromises for the sake of comfort. Sure I could have left the comfy leather seats and left the power steering and made the car more “daily drivable” but I am young and willing to suck up the downsides to such features in order to achieve a more direct driving feel.” – derrete-se por sua cria, Nathan.

Criatividade não faltou e Nathan ainda explanou todo o processo, procedimentos e preços para se montar um motor V8 LS1 em um Mazda MX-5 Miata em seu site. Repleto de informações detalhadas e diversas fotos que demonstram bem como foi feita a mudança, o site é um prato cheio para quem deseja incentivo para modificações abusivas.

Grande abraço a todos!

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comentários
  1. J&k disse:

    uau, o rapaz foi agressivo com esse motorzao, radical.

    so nao gostei mto da cor escolhida, mas o carro ficou impecavel.

    sem falar que tem que ter braço pra manter essa maquina na pista, ai, sem controle da traçao da pra suar!!!

    abraços

  2. Vina disse:

    Animal o carro, mas concordo com o cara aí de cima, teve todo o trabalho de mudar o carro inteiro, motorzão e tudo mais, e depois pintar de bordô….

    aí não vira

    PS: 6º paragrafo, manômetro não é o medidor da pressão do óleo?

  3. .:run4fun:. disse:

    Gosto é gosto e não tem com discutir, não é?!

    Vina, manômetro é todo instrumento de medição, não somente medidor de pressão do óleo.

    []’s!

  4. Anonymous disse:

    I can suggest to come on a site on which there are many articles on this question.

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