::Mitsubishi Eclipse GT V6 – Raimunda::

Publicado: julho 2, 2009 em Eclipse, Mitsubishi

Desculpem, mas não pude resisti. Não, isto não é um déjà-vu, mas após ler o relato do amigo Zikizira sobre seu Mitsubishi Eclipse GT V6 após a sua 10ª experiência em track-days, foi impossível não re-postar este belo carro com o texto na íntegra sobre o “xodó” da família.

.:run4fun:.

Segue o texto escrito pelo Ziki:

“E ai pessoal,

Estava esperando a Raimunda completar sua décima participação em track-days pra fazer um post sobre a trajetoria dela neste pouco mais de um ano que eu a tenho. Ela foi recebida em varios locais com muito ceticismo e, infelizmente, algum preconceito. Ninguém botava muita fé nela, por ser um carro grande, pesado, tração dianteira, não turbo, de tiozão, banheirão, etc. Até mesmo no Clube do Mitsubishi, ela foi criticada e sempre colocada atrás dos demais carros da marca, mesmo sem fatos práticos pra atestar as opiniões. Eu nõo conhecia outros carros esporte antes dela e nao tinha muito como defender. Na verdade, nem sabia se o que falavam era verdade ou não. O fato é que mesmo apresentando alguns resultados publicados em revistas, muita gente insistia em não dar crédito pra ela. Depois que comecei a participar de track-days com ela, as coisas não melhoraram de cara, pois eu não conseguia extrair todo o potencial dela. Mas depois fui fazendo algumas modificações e tirando um pouco do amansamento que a Mitsubishi colocou no carro (talvez pra atender ao mercado americano), especialmente na parte de suspensão e freios.

Eu comecei por conta propria, gastando muito tempo e dinheiro pra importar e instalar peças. Felizmente encontrei a RaceArt no meio do caminho, que tornou as coisas muito mais fáceis pra mim. Apesar de só ter trocado, essencialmente, o escape e coletor, o carro já rendeu 71 hp (267 -> 338). Pelo que eu já pesquisei, posso dizer que esse é um numero muito impressionante pra um carro aspirado, sem eletrônicos de controle de ignição e combustível. Imagina se tivessem comandos, cabeçotes, reflashs de ECU, etc. Espero que esse dia chegue. Consegui uma melhoria razoável no que ele já era relativamente bom, na minha opnião: a capacidade de fazer curvas. O Eclipse 4G é muito rigido (não é atoa que ele é pesado) e isso o deixa bem responsivo nas entradas de curva. Alia-se isso ao torque imenso dele em baixa rotação (algo que os carros turbo de motor menor raramente atingem), tem-se uma oótima saída de curva, se bem dosada. Com a suspensão melhorada e barras, o carro hoje tem tanta facilidade pra sair de frente quanto de traseira. Quem dirigiu, sabe que ele é muito divertido, ainda mais se você aplicar um pouco de ousadia e habilidade…coisa que o Johny (amigo do Ziki) fez com ele, extraindo umas boas doses de drifting. Tambem consegui uma reducao de 96 Kg no peso do carro e uma distribuição (cross-weight) razoáel (50.8%), passando dos originais 1638 Kg para 1542Kg. Ainda nã tem uma relação peso/potência tão boa, mas já dá pra brincar.

Uma outra coisa que eu acho importante citar é o fato de que este carro não me deu dor-de-cabeca. Excetuando-se os desgastes esperados de pneus e freios, ele não apresentou nenhum defeito em um ano de uso. Nenhuma peca do carro apresentou problemas. Não sei se isso acontece porque eu fico de olhos e ouvidos em tudo e faço uma manutencao preventiva neurotica, mas o fato é que pra mim esse carro é realmente raça forte. Tive um flexivel RippMods furado, um fusível queimado (quando deixei acabar combustivel na pista), uma barra arrancada, uma linha de freio estourada (neste ultimo OTD 2009.2). Mas além disso ter acontecido depois de um ano de uso intenso, não os considero defeitos e sim acidentes por pancada… praticamente um desgaste tipico de pista. E mesmo nas vezes em que ele ficou sem freios, com discos estourados e sem pastilhas, fui pra casa guiando… muitas vezes viajando mais de 350 km. Em resumo, nunca tive que trocar uma peca original por defeito. Esse carro soh dá alegrias.

Em relação aos resultados dele em track-day, comecamos muito simples, com um tempo altissimo em Jacarepagua: 1:47 (o instrutor, Chassis, fez 1:42). Depois fui ganhando mais pratica e melhorando o carro e atualmente, acredito que a Raimunda, apesar de sempre estar entre os carros mais pesados dos eventos, de ser um dos poucos de câmbio automático nas pistas…ela está entre os melhores tempos de tração dianteira dos circuitos de track-day mais frequentados do pais (1:34 em Jacarepagua, 2:03 em Interlagos). Quando se olha a relação peso/potência dela, o wheel-base, o câmbio, e alguns outros parametros comparados com outros carros usados em pista, passo a acreditar que esse carro tem algo mesmo de especial. Atá nas arrancadas ele gerou surpresa pra muita gente, pois ele sai bem na frente de muito carro mais potente.

Aí está o vídeo que fiz em homenagem a esse carro que é o xodó da família. Talvez sirva pra gente aprender que às vezes temos que ir contra a corrente e insistir no sonho. Cometi erros de escutar muitas opniões, testar muitas hipóteses (comprando outros 3 carros, gastando muito tempo e dinheiro), mas nao percebia que já tinha a minha felicidade automotiva nas mãos desde o princípio:”

Belíssima homenagem de um proprietário para seu automóvel.

Grande abraço a todos!

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comentários
  1. J&k disse:

    isso ki é amor, um dia chego lah!!!

    parabens ao dono da raimunda!!!

  2. netinho disse:

    amigo como ele fizeram pra reduzir o peso?? 96kg, oq foi preciso retirar do carro? abraço!

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