::BMW ///M5 E60 Carbon Black::

Publicado: julho 22, 2010 em Black, BMW, Carbon, E60, M5
Eu sabia!!! Eu sabia que não deveria ter mexido novamente no copo de veneno que outrora deixei sobre o piano da sala. O gosto amargo, o sabor insaciante e o frescor que o aquele frasco contém, tem me dado calafrios. Ao mesmo tempo que procuro uma certa paz para minha mente e tento ser racional, o gole que tomei daquele veneno reavivou em minh´alma um desejo intenso, um desejo insaciável… algo que não parece ter fim. Depois daquele dia, tenho tido dificuldades em traçar um paralelo entre o “possível e o necessário”.

Sim, caros amigos, depois que o primeiro upgrade foi feito no meu pacato Siena, tenho tido inúmeros pensamentos pecaminosos. É a altura que não agrada, é um detalhezinho que pode ser diferenciado, uma peça nova num preço bacana… nada disso me chamava atenção anteriormente, mas agora, parece que sou perseguido pela tentação. Talvez por ter começado a procurar mais algumas coisas e outras aparecerem por acaso, mas a verdade é que estou vivendo uma verdadeira guerra interna sobre o que REALMENTE devo fazer: Deixar original ou mandar tudo pra cima e viver essa aventura?

De fato, mais e mais pensamentos me atormentam quando acesso fóruns como o M5 Board e me deparo com carros iguais ao do administrador do fórum, Gustav Traff. Claro que não estou querendo comparar um Siena com um M5, longe disso! Até meus netos arderiam no fogo do inferno mediante tal incumbência! Não… o que me chamou atenção na história de Gustav foi justamente a semelhança com que as coisas ocorreram. Uma simples BMW M5 E60 (se é que este carro pode ser simples em algum sentido) que deveria simplesmente atender a família e oferecer conforto. Experiência em ///M’s ele já tinha, afinal passaram por suas mãos nada menos que uma M3 E46, um M6 e por último uma M3 E92, mas Gustav não resistiu ao poder bruto de um M5 V10. E quem resistiria?




Como não queria nada extremamente modificado ou que alterasse as linhas originais do carro, a personalização aplicada por Gustav focou em pequenos detalhes e em muita qualidade nas peças empregadas. A idéia era criar algo como uma edição especial, com um visual mais agressivo e um ótimo sistema sonoro. As fotos clicadas por seus amigos Adam e Bart, retratam perfeitamente o trabalho criterioso e de ótimo resultado empregado no belo sedan bávaro.



Primeiramente entraram em cena as belas rodas Cargraphic modelo Racing Felge confeccionadas em três peças de medidas 9,5×21″ na dianteira e 10,5×21″ na traseira. As rodas pesam cerca de 13,5kg cada e são mais pesadas que as originais, mas Gustav resolveu fazer uma concessão à estética e sacrificar um pouco a performance, apesar de não sentir diferença após a instalação das novas rodas que foram devidamente calçadas com pneus Continental Conti Sport Contact3 de medidas 255/30-21″ na dianteira e 295/25-21″ na traseira.

Se o conjunto roda/pneu ganhou alguns quilos, alguma parte foi compensada com o uso de conjuntos de frenagem da Stoptech modelo ST60BBK, estes bem mais leves que o conjunto original. Tanto na dianteira quanto na traseira foram utilizados discos ventilados e slotados de 380x35mm com pinças de seis pistões que garantem segurança a Gustav e sua família, além de compor um visual perfeitamente harmônico com o conjunto de rodas.



A carroceria perdeu cerca de 25mm no vão até o solo com o uso de molas Hartge. Pode parecer pouco, mas foi suficiente para caracterizar o E60 com um belo conjunto. Da mesma marca foram instalados ainda um spoiler dianteiro que direciona melhor o ar externo para as tomadas de ar dianteiras e um difusor traseiro confere mais alguma estabilidade em altas velocidades, além de preencher perfeitamente o espaço entre as saídas de escapamento. Como todas as peças de performance confeccionadas na alemanha devem receber o selo TÜV, a qualidade das peças são devidamente atestadas e comprovam que o efeito não é meramente estético. Na Carbon Factory a E60 recebeu revestimento de fibra de carbono nas capas dos retrovisores, nas grades dianteiras e nas brânquias laterias dos pára-lamas dianteiros, além de badges para o capô, porta-malas e volante no mesmo material.






O trabalho da Carbon Factory extendeu-se um pouco mais e atingiu o motor e as diversas partes aparentes que poderiam receber o revestimento. Ao todo, foram nove compartimentos revestidos com o fino material que agradaram tanto ao proprietário quanto aos diversos usuários do fórum, que elegeram o motor do ///M5 E60 de Gustav como “o mais sexy do M5Board”. O cofre recebeu ainda outros mimos como a instalação de um ram air da RPI com filtros de ar BMC nas caixas originais. Da Evosport vieram a polia do virabrequim e novas correias. Essa polia gera uma economia auferida de energia à ordem de 12% maior que a original, permitindo mais força para as rodas. O diferencial agora é um Manhart Racing de relação 3,91:1 que tornou as respostas mais rápidas, sem perder muito da velocidade final. Os coletores de escape agora são da Mos-Tec confeccionados em aço inox para menor restrição, uma vez que a central eletrônica do E60 ganhou um re-mapeamento efetuado pela CA Automotive, liberando a trava que limita a velocidade máxima em todas as BMW em 250km/h e um ajuste fino em dinamômetro para tornar a condução mais rápida e suave com todos os novos componentes. Agora o enorme 5.0L V10 é capaz de desenvolver 513,7cv no motor, ante aos 507cv originais, levando a rápidos passeios pelas Autobahns em velocidade máxima de 335km/h com corte de giro a 8.000Rpm.







Internamente o que se destaca são os pedais e volante Hartge com o símbolo em fibra de carbono confeccionado pela CA Automotive, mas isso até o sistema sonoro ser ativado. Gustav foi um dos poucos que ousou retirar os reconhecidos falantes Harmann Kardon Prologic7 para instalar os ótimos woofers da Bavarian Soundwerks em conjunto com tweeters da mesma marca, todos re-posicionados nos locais originais para oferecerem aos ocupantes uma melhor sensação de qualidade e palco sonoro. Os subwoofers originais não foram substituidos, mas no espaço do apoio de braço do banco traseiro foi adicionado um sub de 10″ da Herz modelo Mille ML2500 de 600Watts reais para conseguir maior pressão e equilíbrio sonoro. Um amplificador Audison ABD modelo LRX 5.1MT de cinco canais foi instalado para melhorar ainda mais a qualidade do sistema e reproduz 2×60, 2×170 e 1x750Watts em 4Ohm não deixando haver distorções em qualquer faixa de funcionamento. Além disso, um processador digital da Audison equaliza os falantes originais para obedecerem a mesma frequência e resposta dos falantes aftermarket através de um laptop com programa específico instalado, ou do controle remoto instalado discretamente no console central. Apesar de todo o equipamento sonoro, todos foram instalados no porta-malas, às costas do banco traseiro, protegidos por uma tampa. Desta forma, sobra espaço para as malas dos ocupantes, sem correr o risco de danificar qualquer equipamento. Quem controla todo o aparato é uma central Senergy (instalada no porta-malas) interligada ao monitor original do veículo, que além de captar sinais de TV digital por uma pequena antena instalada pelo lado interno do vidro traseiro, armazena (até seis discos), gerencia e reproduz individualmente DVDs de alta definição para os três monitores Alpine modelo TME M780 instalados nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros. Quando não estão sendo utilizados, os encostos de cabeça recebem capas de couro para esconder as telas da visão dos bandidos. E como são os detalhes que fazem o conjunto, Gustav instalou pinos de porta em fibra de carbono com acabamento em alumínio da CA Automotive nas quatro portas e tapetes em tecido com apoio camurçado para os pés e bordado em referência ao modelo. No mais, todas as comodidades de um carro exemplar em um carro originalmente espetacular.


















E eu continuo bebendo do veneno sobre o piano, tomando idéias acessíveis, tentando conciliar minha “doença psíquica” com a perfeita utilização do dia-a-dia em um carro que outrora tanto destratei, por vezes descuidei, mas que sempre me acompanhou, nunca me deixou na mão ou me fez perder a cabeça. Aos poucos vou descobrindo que o que me move não são as rodas, não são meus pés, mas uma incessante vontade contida de ver em meus carros um pouco do reflexo da minha identidade ainda em desenvolvimento. “O ideal na vida é morrer jovem o mais tarde possível“.

Grande abraço.

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comentários
  1. Celso disse:

    Que coisa mais maravilhosa do mundo! Das Bavarian!

  2. Francisco Neto disse:

    Garçom, me veja uma dessas vinho por favor ;D

  3. Anonymous disse:

    aêee, Run! bela reportagem!

    Quanto a suspa do volks, vou entrar em contato com o Cleverson e retorno!
    valeu!
    sintoniaVW

  4. Marcello disse:

    Que coletor de escape tosco.

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