::BMW E36 ///M3 – Veneno Alemão::

Publicado: setembro 15, 2010 em Alemã, BMW, German, M3, Turbo

“O soro antiofídico é obtido a partir de anticorpos do sangue do cavalo.

O processo de produção do soro antiofídico consiste na aplicação de pequenas doses de veneno no animal. Neste período, o organismo do cavalo produz anticorpos contra o veneno. Depois de um determinado período sofre sangria. Os anticorpos são separados por centrifugação do sangue. Em seguida ele sofre liofilização (remoção de água) e é armazenado.” – Fonte: Wikipédia

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Quem pensar que com carros a história é diferente, “ou está ruim da cabeça, ou doente do pé”, já diria o poeta. Quem o diga Renato Malcotti, proprietário da BMW E36 M3 na cor Avus Blue que estampa esta matéria. Para ele, os 286cv originais do alasão germânico não eram suficientes, então providenciou uma meticulosa preparação, hiperimunizando seu exemplar para atingir a casa das seis centenas de cavalos em um carro de uso urbano, que pode ser perfeitamente utilizado no dia-a-dia.

Assim como na hiperimunização dos animais, o processo de preparação de um carro que já nasce com pedigree exige muito conhecimento, pesquisa, dedicação, criatividade e algum dinheiro no bolso. Quando se tem um objetivo, a brincadeira fica séria e os investimentos seguem a mesma linha para que ao final se tenha o melhor conjunto possível em um carro que, apesar de preparado, age como se estivesse original.

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De posse de um exemplar ’95 de um dos bólidos que marcaram época e fizeram cabeças se contorcerem ao transitar pelas ruas (atire a primeira pedra quem nunca se revirou para ver uma M3 passar), Renato buscou em 2006 a Herrera Motors em São Paulo para a primeira fase da preparação de sua M3 modelo E36. De lá ela saiu com 450cv e muita disposição. Renato aproveitou o quanto quis sua nova máquina pelas ruas da capital federal, mas havia um problema: Ele tinha um objetivo. Apesar do exímio trabalho de preparação do Herrera, Renato queria mais. Sua meta era que sua M3 Avus Blue atingisse a casa dos 600cv sem riscos de quebras e recebeu ótimas indicações de outra renomada empresa de preparação paulistana e tratou de encaminhar seu xodó para a Flash Turbo. Contando com o apoio da empresa Draft Racing, ele buscou o que havia de melhor para “ampliar seu nível de satisfação”.

O motor seis cilindros, de 3.246cc, cabeçote de 24v com comando variável VANOS e corpos individuais de admissão, só manteve estas especificações da linha original. Para suportar a nova preparação o bávaro recebeu pistões e anéis forjados Wiseco, bielas forjadas Pauter e agora roda com álcool. A taxa de compressão foi ajustada em 10,8:1 e garante boas respostas na fase aspirada. Sim, fase aspirada! Este belo exemplar agora conta com uma turbina Garret GT35R roletada com caixas de medidas .70 (quente) e 1.06(fria), atuando com singelos 1,5Bar de pressão. O coletor de admissão e toda a pressurização foram confeccionados pela Cordova Motors enquanto o de escape e o intercooler são frutos do apoio da Draft Racing, confeccionados em aço inox. A Cordova Motors ainda trabalhou os corpos de admissão individuais para um maior fluxo e este receberam seis bicos injetores de 160lbs/h da marca RC Injectors. A responsável por mandar álcool para os bicos é uma bomba de combustível Aeromotive que mantém a pressão da linha em constantes 5Bar, passando por um dosador Draft Racing antes de chegar aos bicos. O tanque de combustível recebeu um catch-tank para não deixar faltar combustível na linha. As velas de ignição adotadas são NGK V-Power. Quem controla todo o sistema de injeção e ignição é um módulo FuelTech modelo Race Pro-1Fi que não deixa o conjunto ultrapassar as 7.200Rpm, garantindo assim a integridade do motor. O resultado? Potência de 609cv medidas na roda e ponteiro do velocímetro colando nos 280km/h no final do painel com giro ainda ascendente.

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O câmbio permaneceu original, com transmissão manual de cinco velocidades (mais ré), porém o conjunto de embreagem fora substituido por um Spec Clutch de 1.400lbs com disco de cerâmica de seis pastilhas para não correr o risco de patinar em arrancas mais fortes.

A suspensão recebeu novas molas da renomada Eibach que conferiram uma menor altura e muito mais estabilidade ao novo conjunto. As rodas originais de 17″ da versão E36 foram substituidas pelas da versão E46 de medidas 7×18″ calçadas com pneus Toyo Proxes PX4 de medidas 225/40-18″ na dianteira e 235/40-18″ na traseira, que sofrem horrores nas aceleradas.

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No interior, praticamente nada foi alterado. Bancos, forrações, volante, manoplas… tudo permanece como a 15 anos atrás. O que saiu de cena foi o som original, agora substituido por um player mais moderno e com mais recursos. Logo abaixo do console central um dos poucos acessórios remanescentes da primeira fase da preparação: um gauge-pod com três manômetros da Herrera Motors. Um manovacuômetro, um hallmeter e um medidor de pressão da linha de combustível mantém o condutor prontamente informado sobre a saúde do coração da fera azul.

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O veneno aplicado em pequenas doses e em perídos espaçados não fará mal aos cavalos e ainda por cima garante ao proprietários boas doses de divertimento pelas largas ruas de Brasília/DF. Se cansar do veneno (o que acho difícil ocorrer), não precisa extraí-lo. Basta aliviar o pé!

* Matéria postada originalmente no site Digus.com.br

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comentários
  1. Anonymous disse:

    Matou a ///M3.

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